Leilão de portas pintadas por artistas
terá renda revertida para campanha "Doe Calor"
A Prefeitura de Curitiba realiza nesta quarta-feira (04), às 19h, no Teatro Londrina – Memorial de Curitiba, o leilão das 25 portas que foram pintadas por artistas plásticos, artistas visuais, designers, ilustradores e grafiteiros durante a Virada Cultural de 2011. As obras estarão expostas para visitação pública a partir das 14h30. Os lances serão livres e toda a arrecadação será destinada para a compra de cobertores novos que serão doados para a campanha “Doe Calor”, do Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC).
A proposta foi concebida em conjunto pela Fundação Cultural de Curitiba e pelo Coletivo de Artistas Mucha Tinta. A ideia foi encampada pela Fundação de Ação Social, que confeccionou as portas em sua marcenaria. No dia da Virada, as portas foram levadas para a Praça Tiradentes, pintadas pelos artistas e devolvidas à FAS. A Fundação de Ação Social doou então as obras para o IPCC, que criou a campanha “Você compra uma porta e abre muitas outras”.
O leilão, sob a responsabilidade do IPCC, será realizado pelo leiloeiro oficial Alexandre Sabbag. As peças arrematadas precisarão ser levadas pelo comprador no próprio dia. Mais informações sobre o leilão podem ser obtidas pelo telefone 3350-3514.
A proposta inédita de intervenção urbana realizada durante as 24 horas da Virada, entre os dias 5 e 6 de novembro, contou com a adesão de 25 artistas, que fizeram uso de diversas técnicas (desenho, pintura, colagem e grafite) e abordaram os mais variados temas. Sabendo do propósito social da intervenção artística, todos cederam gratuitamente os direitos autorais sobre suas obras. Entre os participantes estão artistas de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Confira a relação das obras e seus autores:
1) DW Ribatski
nome da obra: Potência
2) Guilherme Sant´ana
nome da obra: 065
3) Renato Faccini
nome da obra: Nunca uma palavra
4) Mariana Zarpellon
Nome da obra: GEO
5) Olho Wodzynski
nome da obra : s/título
6) Fernando Rosenbaum
nome da obra: Pêlo que te quero
7) Thiago Syen
nome da obra: Moradias
8) Diogo Cesar
Nome da obra: Gentileza
9) Etiene Pellizzari
nome da obra: Passe paz
10) Thiago Mild
nome da obra: Porta-retrato
11) Fred Freire
nome da obra: s/ título
12) Guilherme Caldas
nome da obra: Monstrenga 1 e 2
13) Jorge Galvão
nome da obra: Careca e operado
14) Fernando Franciosi
nome da obra: A arte de observar os outros
15) Francisco Gusso
nome da obra: Via Pax
16) Bozo Krusty
nome da obra: Porta
17) Juliano Domingues,
nome da obra: O pássaro
18) Eduardo Berbel
nome da obra: Heaven & Hell
19) Celestino Dimas
nome da obra: s/ título
20) Heal
nome da obra: s/ título
21) Café
22) Denise Kim
23) Rimon Guimarães
24) Rafael Mikimba
25) Rômolo
Serviço:
Leilão das 25 portas pintadas por artistas durante a Virada Cultural 2011, promovida pela Prefeitura e Fundação Cultural de Curitiba
Local: Teatro Londrina – Memorial de Curitiba – R. Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico
Data e horário: dia 4 de julho de 2012 (quarta-feira), às 19h. As obras estarão expostas para visitação a partir das 14h30
Os lances serão livres e toda a renda será revertida para a campanha “Doe Calor”, iniciativa da Prefeitura, FAS - Fundação de Ação Social e IPCC - Instituto Pró-Cidadania e Curitiba.
Terminais de ônibus terão novas intervenções artísticas
Os terminais de transporte coletivo do Cabral e Campo Comprido são os próximos a receber os artistas do projeto de arte urbana “Travessias Subterrâneas”, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura. Cinco grupos de artistas estão participando do projeto, sendo que três deles já terminaram suas intervenções artísticas nos terminais do Capão Raso, Vila Hauer e Campina do Siqueira.
Aproximando a arte do universo de pessoas que transitam pelos terminais, os artistas propõem a reflexão sobre questões da contemporaneidade e da vida nas grandes cidades. “As galerias dos terminais de ônibus em Curitiba são espaços ideais para intervenções artísticas efêmeras, um das marcas da arte urbana contemporânea”, diz Giusy de Luca, que coordena a intervenção que está sendo feita no Cabral, junto com os artistas Celestino Dimas e Jorge Galvão.
Os artistas utilizam as mídias mais recorrentes nessa linguagem – desenho, pintura com tinta spray, stencil, colagens e projeção de imagens. O grupo faz daquela área de passagem uma verdadeira galeria de arte, convidando os transeuntes a apreciar o potencial gráfico e poético dos vários painéis que estarão expostos. Segundo dados da URBS, o terminal do Cabral, servido por 14 linhas de ônibus, recebe uma média diária de 85 mil passageiros.
O grupo pretende registrar tudo em filme curta-metragem, abordando a produção das obras e as mais variadas reações dos expectadores. “A obra se conclui em um ‘laboratório’, no qual poderemos analisar as impressões causadas nos passageiros do Terminal do Cabral, considerado estratégico, pois é frequentado por muitos jovens estudantes e trabalhadores, a principal audiência da chamada arte urbana”, explica Giusy. “No entanto, o trabalho é acessível a todas as faixas etárias, sem restrições”, diz.
No terminal do Campo Comprido, servido por 19 linhas de ônibus e com uma frequência média diária de 38,5 mil passageiros, será desenvolvida a proposta artística “O Teatro da Passagem”, coordenado por Juliana Burigo. A artista projeta linhas nas paredes que, observadas à distância, podem ser apreendidas na sua forma integral, mas ao se aproximar ou “entrar” no trabalho, a pessoa passa a percebê-la de outra maneira, tendo de mover-se para visualizá-la, percorrendo suas extensões e observando seus pontos de encontro. “O trabalho atua na arquitetura criando uma torção na experiência habitual da passagem”, explica Juliana. Ao longo do projeto, a artista pretende recolher material para uma publicação contendo imagens e texto crítico sobre o trabalho.
Nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2011, as passagens subterrâneas dos terminais do Capão Raso, Hauer e Campina do Siqueira também foram tomadas pelos artistas. No Capão Raso foi desenvolvido o projeto “Percurso”, pelos artistas plásticos Ivane Carneiro e Paulo Auma. No terminal da Vila Hauer, os passageiros puderam “ver” música colorindo paredes. Representando músicos e instrumentos musicais em “Melodia Urbana”, os artistas Marciel Conrado e Jonas Lopes de Souza inseriram visualmente ritmos legitimamente brasileiros, como samba e choro, no cotidiano dos usuários do transporte coletivo.
No projeto “Galeria de Arte Subterrânea” houve muita interação entre os artistas e o público. Os artistas plásticos Olho Wodzynski, Bruna Corso e Thiago Telles faziam perguntas a quem passava no Terminal Campina do Siqueira. Questões sobre arte, rotina, trajeto, trabalho foram dispostas em adesivos numa bancada. O participante respondia a uma das perguntas num papel em formato de etiqueta que depois era fixado organizadamente em suporte de madeira. No final da intervenção as peças com as perguntas e respostas foram colocadas nas paredes da galeria para apreciação.
Aproximando a arte do universo de pessoas que transitam pelos terminais, os artistas propõem a reflexão sobre questões da contemporaneidade e da vida nas grandes cidades. “As galerias dos terminais de ônibus em Curitiba são espaços ideais para intervenções artísticas efêmeras, um das marcas da arte urbana contemporânea”, diz Giusy de Luca, que coordena a intervenção que está sendo feita no Cabral, junto com os artistas Celestino Dimas e Jorge Galvão.
Os artistas utilizam as mídias mais recorrentes nessa linguagem – desenho, pintura com tinta spray, stencil, colagens e projeção de imagens. O grupo faz daquela área de passagem uma verdadeira galeria de arte, convidando os transeuntes a apreciar o potencial gráfico e poético dos vários painéis que estarão expostos. Segundo dados da URBS, o terminal do Cabral, servido por 14 linhas de ônibus, recebe uma média diária de 85 mil passageiros.
O grupo pretende registrar tudo em filme curta-metragem, abordando a produção das obras e as mais variadas reações dos expectadores. “A obra se conclui em um ‘laboratório’, no qual poderemos analisar as impressões causadas nos passageiros do Terminal do Cabral, considerado estratégico, pois é frequentado por muitos jovens estudantes e trabalhadores, a principal audiência da chamada arte urbana”, explica Giusy. “No entanto, o trabalho é acessível a todas as faixas etárias, sem restrições”, diz.
No terminal do Campo Comprido, servido por 19 linhas de ônibus e com uma frequência média diária de 38,5 mil passageiros, será desenvolvida a proposta artística “O Teatro da Passagem”, coordenado por Juliana Burigo. A artista projeta linhas nas paredes que, observadas à distância, podem ser apreendidas na sua forma integral, mas ao se aproximar ou “entrar” no trabalho, a pessoa passa a percebê-la de outra maneira, tendo de mover-se para visualizá-la, percorrendo suas extensões e observando seus pontos de encontro. “O trabalho atua na arquitetura criando uma torção na experiência habitual da passagem”, explica Juliana. Ao longo do projeto, a artista pretende recolher material para uma publicação contendo imagens e texto crítico sobre o trabalho.
Nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2011, as passagens subterrâneas dos terminais do Capão Raso, Hauer e Campina do Siqueira também foram tomadas pelos artistas. No Capão Raso foi desenvolvido o projeto “Percurso”, pelos artistas plásticos Ivane Carneiro e Paulo Auma. No terminal da Vila Hauer, os passageiros puderam “ver” música colorindo paredes. Representando músicos e instrumentos musicais em “Melodia Urbana”, os artistas Marciel Conrado e Jonas Lopes de Souza inseriram visualmente ritmos legitimamente brasileiros, como samba e choro, no cotidiano dos usuários do transporte coletivo.
No projeto “Galeria de Arte Subterrânea” houve muita interação entre os artistas e o público. Os artistas plásticos Olho Wodzynski, Bruna Corso e Thiago Telles faziam perguntas a quem passava no Terminal Campina do Siqueira. Questões sobre arte, rotina, trajeto, trabalho foram dispostas em adesivos numa bancada. O participante respondia a uma das perguntas num papel em formato de etiqueta que depois era fixado organizadamente em suporte de madeira. No final da intervenção as peças com as perguntas e respostas foram colocadas nas paredes da galeria para apreciação.
2011 ------------------------------------------------------------------------------------------------- fim
SEED divulga edital para PSS 2012
A Secretaria de Estado da Educação (SEED) disponibilizou nessa terça-feira (1º) o Edital de Orientações para inscrição no Processo Seletivo Simplificado PSS – 2012. As inscrições têm início no dia 07 de novembro de 2011, com término no dia 18 de novembro de 2011 às 18h.O processo será realizado através da análise de títulos, com base nas informações fornecidas pelos candidatos no ato da inscrição, realizada exclusivamente via internet. Não há taxa de inscrição.
A apresentação dos documentos comprobatórios das informações prestadas será exigida no momento da convocação pelo NRE no qual se inscreveu.
Em cada Edital, é permitido somente um município de inscrição, com o número máximo de 3 inscrições.
O candidato é responsável pela leitura atenta do Edital e das etapas que estabelecem as normas do Processo Seletivo.
Para acessar aos editais: www.educacao.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=127
Um artista alemão conhecido como um dos mais importantes atualmente, ainda atuante. Isto no século XX e XXI? Está acontecendo mesmo? Um artista do nosso tempo, sendo idolatrado pela classe das belas, por marchands, por museus, por galerias, dentre outras espécies que cultivam e gostam de arte. Uma espécie de “Elvis Presley” das artes plásticas, um pop, às vezes uma droga, mas quase sempre perfeito. Esta foi a impressão que tive ao andar pela exposição na Casa Andrade Muricy de Gerhard Richter promovido pelo Goethe-Institut e Institut für Auslands-beziehungen (IFA).
Andando junto à curadora pude ouvir seus passos em direção ao pensamento de Richter, e, percebi enquanto ouvia sua voz, logo a minha frente, fotografias desfocadas que lembraram minha infância, quando, nas frustrantes tentativas, de fotografar alguma coisa e depois na revelação ver que as imagens haviam saído perfeitamente desfocadas, ou mesmo, sem pés, ou cabeças, em que, as pessoas ficavam praticamente de fora e sem qualidade alguma de espécie, pareciam fotos retiradas de uma embarcação afundada a milhares de anos.
Um retrato do que escrevi acima parece aparecer no texto de Nietzsche em Crepúsculo dos Ídolos, que, escreve em um dos textos sobre o Belo e o Feio “No fundo, o homem se espelha nas coisas, ele julga belo tudo aquilo que devolve sua imagem: o juízo “belo” é a vaidade de sua espécie...“, realmente esperei ver algo que tocasse por inteiro, tanto nas fotos que tirava quando criança quanto na exposição de Richter, esperei, esperei e esperei mais um pouco... Nada. Até que em uma das salas, vi várias imagens, juntas uma das outras, compondo o que parecia ser fotos daquelas tiradas por satélite, mas de um ângulo bem menos alto, não era! Eram fotos tiradas de uma pintura a uma distância de uns 30 cm mais ou menos, as imagens eram dispostas com uma margem de uns 2 cm, praticamente uma borda separavam uma das outras.
Aí pensei. - Grande idéia! Fotografar a pintura e recriar outra pintura, ou... Outra fotografia... Não espere... Impressão offset? Isto foi feito em uma gráfica? Quando li aquela etiqueta fiquei parado pensando, e me perguntei. Como pode ser assim? A pintura que vira fotografia, que é reproduzida, que é digitalizada, e, reproduzida por outro, que é novamente fotografada e reproduzida para este texto e, que pode ser impressa por outra pessoa que se interesse pelo assunto e coloque em seu quadro de colagens que relembram algum fato da vida, e é assim, um Richter, que discute a reprodutibilidade na arte e o gesto de ser arte e estar arte.
Andando junto à curadora pude ouvir seus passos em direção ao pensamento de Richter, e, percebi enquanto ouvia sua voz, logo a minha frente, fotografias desfocadas que lembraram minha infância, quando, nas frustrantes tentativas, de fotografar alguma coisa e depois na revelação ver que as imagens haviam saído perfeitamente desfocadas, ou mesmo, sem pés, ou cabeças, em que, as pessoas ficavam praticamente de fora e sem qualidade alguma de espécie, pareciam fotos retiradas de uma embarcação afundada a milhares de anos.
Um retrato do que escrevi acima parece aparecer no texto de Nietzsche em Crepúsculo dos Ídolos, que, escreve em um dos textos sobre o Belo e o Feio “No fundo, o homem se espelha nas coisas, ele julga belo tudo aquilo que devolve sua imagem: o juízo “belo” é a vaidade de sua espécie...“, realmente esperei ver algo que tocasse por inteiro, tanto nas fotos que tirava quando criança quanto na exposição de Richter, esperei, esperei e esperei mais um pouco... Nada. Até que em uma das salas, vi várias imagens, juntas uma das outras, compondo o que parecia ser fotos daquelas tiradas por satélite, mas de um ângulo bem menos alto, não era! Eram fotos tiradas de uma pintura a uma distância de uns 30 cm mais ou menos, as imagens eram dispostas com uma margem de uns 2 cm, praticamente uma borda separavam uma das outras.
Aí pensei. - Grande idéia! Fotografar a pintura e recriar outra pintura, ou... Outra fotografia... Não espere... Impressão offset? Isto foi feito em uma gráfica? Quando li aquela etiqueta fiquei parado pensando, e me perguntei. Como pode ser assim? A pintura que vira fotografia, que é reproduzida, que é digitalizada, e, reproduzida por outro, que é novamente fotografada e reproduzida para este texto e, que pode ser impressa por outra pessoa que se interesse pelo assunto e coloque em seu quadro de colagens que relembram algum fato da vida, e é assim, um Richter, que discute a reprodutibilidade na arte e o gesto de ser arte e estar arte.
Vincent Van Gogh
Theo apresenta a Vincent um pintor chamado Van Rappard. Seguindo o conselho de seu irmão Theo, Vincent Van Gogh em outubro de 1880 fez uma visita a Anthon Van Rappard, em Bruxelas. Em Março do ano seguinte uma amizade entre os dois artistas pareceu ter se desenvolvido; Van Gogh e Van Rappard trabalharam em um atelier. Mais tarde, Van Gogh em suas cartas a Theo expressou profundo apreço por Van Rappard. A correspondência entre os dois artistas começou com seus pensamentos artísticos. Um total de cinco anos a amizade sobreviveu, com 55 cartas escritas. Alguns anos atrás, elas foram adquiridas pelo Museu Van Gogh.
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Texto original
quarta-feira 17 de novembro de 2010
Mônica Zielinsky - Iberê Camargo
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| Mônica Zielinsky |
Professora do Instituto de Artes da UFRGS e integrante do Conselho de Curadorias da Fundação Iberê Camargo.
Como foi trabalhar com a genealogia de Iberê Camargo, no aspecto da reflexão em sua obra?
Esta visão é bastante rica para os estudos da obra de Iberê, pois retraçam-se por ela seus caminhos desde a época de sua formação até a atualidade. Compreende-se nesta perspectiva as influências sobre sua obra, as suas relações com o meio de arte e com os artistas, etc.
Chegou algum momento na pesquisa que, se percebeu que os carretéis seriam mais que uma simples investigação de Iberê?
Os carretéis eram vinculados à sua infância ao ver sua mãe costurar. Mas eles são assuntos para suas obras a partir de 1958, quando ele deixou de pintar ao ar livre por problemas de saúde. São investigações em sua obra sim, eles são presentes até o final de sua produção.
Existiu alguma referência artística no trabalho de Iberê Camargo, uma pesquisa na palheta de “tal pintor” ou movimento, que realmente ficou refletida ao longo dos anos?
Iberê não gostava muito de falar sobre influências, mas sabe-se que muitos artistas foram significativos para seu trabalho, especialmente os de herança européia. Entre eles, valorizava os pintores Rembrandt, Rouault, Goya, Picasso e Matisse, entre muitos outros. Admirava também Goeldi na gravura e também as gravuras de Goya em especial.
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| Fundação Iberê Camargo |
Como é trabalhar com patrimônios culturais?
Um trabalho movido por uma constante consciência ética, mas também gerador de grande prazer, por se trabalhar com a produção artística, algo sempre atraente e permeado por pontos polêmicos para discussão.
A Fundação Iberê Camargo está ligada a instituições de ensino?
A Fundação Iberê Camargo não está ligada em sua estrutura a instituições de ensino, porém alia-se à universidade em convênios, como por exemplo, com o UFRGS para o trabalho da catalogação de sua obra (trabalho pelo qual sou responsável).
Existem verbas na Fundação Iberê Camargo para pesquisas, elas são patrocinadas por empresas privadas ou se utiliza da Lei de Incentivo a Cultura?
A Fundação Iberê Camargo é uma instituição privada e sem fins lucrativos. Para desenvolver seus projetos ela lança mão das leis de Incentivo à Cultura e de Editais e, através desta, recebe o apoio de outras empresas privadas.
Existe alguma tendência na arte contemporânea atualmente?
A tendência hoje na arte contemporânea é precisamente sua extrema abertura a todas as tendências, a todas as mesclas culturais e de produção. Por isso se diz que ela é plural e multicultural dentro de um sistema de arte global.
Entrevista cedida por e-mail a Rodrigo Ferreira do Amaral 30/11/2010
Imagens retiradas de entrevista do site da UFRGS Alexandre Lucchese, estudante do 7º semestre de Jornalismo da Fabico — Especial para o JU, Título: A arte que está lá fora





